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15 de janeiro de 2019 às 13:10h

​Alunos, professores e apoiadores do SESI e do SENAI reagem contra possível corte de recursos

Milhares de pessoas se manifestaram a favor do Sistema S nas redes sociais

Desde que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que pretende cortar entre 30% e 50% dos recursos do Sistema S, alunos, ex-alunos, professores, colaboradores e apoiadores do SESI e do SENAI em todo o Brasil têm prestado solidariedade às instituições nas redes sociais.

São milhares de manifestações em defesa das entidades que, há mais de 70 anos, promovem educação, inovação, saúde e segurança no trabalho no país.O ex-aluno Maurílio Barbosa, do SENAI de Campo Grande, disse que fez dois cursos gratuitamente na instituição. "Com um corte tão brutal no Sistema S, outros jovens terão a mesma chance que tive?", questionou. Para ele, "cortar o repasse não beneficia ninguém".

Para a professora Geane Botarelli, do SESI e SENAI em Diadema (SP), as duas instituições mudam a vida das pessoas. "SESI e SENAI ensinam profissões. Dão empregos. Não tem sentido precarizar esse serviço, pois não há, nesse país, ensino técnico de qualidade que se equipará ao SENAI e Senac".

A ex-aluna do SENAI Jualiana Oliveira disse que a entidade foi essencial em sua vida. "Conheço muitas pessoas que saíram de situações complicadas graças ao SENAI. Agora esta notícia só me deixou mais entristecida com o ano que está por vir", ressaltou.

O analista administrativo Eduardo da Silva Rodrigues acredita que os cortes podem ser feitos em outros setores. “Muitas pessoas são beneficiadas por esses cursos técnicos. Acho que tem setores mais relevantes para enxugar do que o Sistema S”, afirmou.

Já o estudante de Direito Daniel Santos, que fez o curso técnico de Segurança do Trabalho no SENAI antes de começar o curso superior, disse que SENAI fez toda a diferença em sua carreira. “Me encaminhou pro mundo do ensino e educação, hoje faço graduação graças às influência do curso”. Ele também destacou a qualidade de ensino e a infraestrutura diferenciada.

O professor amazonense Raul Correa explicou que, há alguns anos, faltavam profissionais com formação técnica. Ele questionou como o novo governo pretende gerar empregos sem garantir a capacitação dos trabalhadores. Já o carioca Uther Maia da Silva tem a mesma dúvida sobre o futuro do mercado de trabalho. “Os caras querem gerar empregos tirando o sistema mais eficaz na formação técnica”, ressaltou Uther.

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